Cena de Leon retirada do trailer de divulgação de RE9.
Vazamentos massivos de Resident Evil 9 Requiem inundam a internet e colocam a Capcom em alerta
Com o lançamento batendo à porta, cópias físicas antecipadas revelam detalhes cruciais da trama, o destino de Leon S. Kennedy e o retorno às raízes em Raccoon City.
A pouco mais de uma semana do lançamento oficial, a comunidade de survival horror entrou em estado de emergência. O culpado? O vazamento prematuro de cópias físicas de Resident Evil 9: Requiem (também chamado de Biohazard Requiem), que permitiu que jogadores ao redor do mundo tivessem acesso ao título antes da hora. Vídeos de gameplay, detalhes sobre as novas mutações do vírus Elanthropus e, infelizmente, o desfecho da jornada de Leon S. Kennedy e da nova protagonista Grace Ashcroft já circulam livremente por fóruns e redes sociais.
A causa principal desses vazamentos parece ser a quebra de contrato por parte de varejistas, que enviaram ou venderam edições físicas (incluindo versões Deluxe) antes da data oficial. O conhecido insider Dusk Golem confirmou a autenticidade das informações, alertando que esta é uma das maiores brechas de segurança da história recente da Capcom.
O que a Capcom disse
A empresa, por sua vez, agiu rápido: em comunicado oficial, a desenvolvedora lamentou que conteúdos obtidos por “meios inadequados” tenham sido divulgados e afirmou que está trabalhando incansavelmente para derrubar vídeos de spoilers e proteger a experiência dos fãs.

Entre os jogadores, o clima é de uma mistura de euforia e cautela. Enquanto alguns celebram o retorno de personagens como Sherry Birkin e a exploração de uma Raccoon City devastada em “mundo semiaberto”, a maioria recomenda “ficar offline” para evitar spoilers que podem arruinar 30 anos de construção narrativa. Com o lançamento marcado para o dia 27 de fevereiro de 2026 para PS5, Xbox Series X/S, PC e Nintendo Switch 2, a expectativa é que Requiem seja a conclusão épica de uma era, prometendo cerca de 18 a 20 horas de campanha intensa.
O Papel do YouTube na Contenção da Crise
Com a viralização rápida de vídeos mostrando a batalha final e cenas pós-créditos, o YouTube intensificou o uso de ferramentas de Content ID e remoções manuais por direitos autorais (copyright strikes). A Capcom tem enviado notificações de remoção em massa para derrubar canais que exibem gameplays de cópias obtidas ilegalmente antes do embargo oficial. Além disso, a plataforma tem aprimorado seus algoritmos de recomendação para tentar evitar que vídeos com “thumbnails” (miniaturas) reveladoras apareçam na página inicial de usuários que costumam consumir conteúdo de Resident Evil, mas que não desejam ver spoilers. Criadores de conteúdo oficiais também têm colaborado, denunciando vídeos que utilizam títulos “caça-cliques” com revelações cruciais da trama logo nos primeiros segundos.
Problemas previstos no pré-lançamento
Como o lançamento está marcado para o dia 27 de fevereiro, o “pico” desses vazamentos costuma acontecer exatamente 7 a 10 dias antes, que é quando os estoques físicos chegam às lojas e alguns funcionários acabam “desviando” unidades.




