Com direção de James Vanderbilt, o novo longa da Diamond Films explora os bastidores psicológicos do julgamento que mudou o mundo e chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro.
O cinema histórico está prestes a ganhar um novo capítulo de peso. O filme Nuremberg, com estreia confirmada para o dia 26 de fevereiro de 2026 no Brasil, não é apenas mais uma produção sobre a Segunda Guerra Mundial. O foco aqui sai das linhas de frente das batalhas e entra nas salas de interrogatório e nos tribunais, onde o destino dos criminosos de guerra nazistas foi selado. A trama é baseada no aclamado livro The Nazi and the Psychiatrist, de Jack El-Hai, e promete um mergulho profundo na psique humana.
O grande chamariz do filme é, sem dúvida, o seu elenco de primeira grandeza. Russell Crowe assume o papel de Hermann Göring, o prisioneiro nazista de mais alto escalão, conhecido por sua personalidade manipuladora e arrogante. Do outro lado da mesa, temos o vencedor do Oscar Rami Malek, que interpreta Douglas Kelley, o psiquiatra americano designado para avaliar se os réus estavam aptos para o julgamento. O embate intelectual e emocional entre esses dois personagens é o coração pulsante da narrativa.
Além da dupla principal, o filme conta com o talento de Michael Shannon, que dá vida ao juiz Robert H. Jackson, o promotor-chefe dos Estados Unidos. A presença de Shannon garante a intensidade necessária para as cenas de tribunal, elevando o tom dramático da produção distribuída pela Diamond Films. O elenco ainda conta com nomes como Richard E. Grant e Leo Woodall, formando um conjunto que já rendeu ao filme indicações em premiações internacionais no início deste ano.
A direção e o roteiro ficam por conta de James Vanderbilt, nome conhecido por escrever o excelente Zodíaco (2007). A escolha de Vanderbilt é um sinal positivo para os fãs de thrillers psicológicos, já que ele possui um histórico em lidar com tramas complexas e pesquisas minuciosas. Em Nuremberg, ele busca desvendar não apenas os crimes cometidos, mas a lógica (ou a falta dela) por trás das figuras que orquestraram o horror do regime nazista.
Visualmente, a produção busca uma reconstituição fiel da época, utilizando cenários que evocam a destruição e a sobriedade do pós-guerra. A intenção é criar uma atmosfera claustrofóbica e tensa, onde cada palavra dita nos depoimentos pode ser usada como arma. Para os fãs de cultura pop que apreciam dramas de tribunal e estudos de personagem, o filme parece seguir a linha de sucessos recentes como Oppenheimer, focando na responsabilidade moral de grandes eventos históricos.
Com a estreia marcada para a última semana de fevereiro, a expectativa é que Nuremberg consiga equilibrar o entretenimento com uma reflexão necessária sobre justiça e o mal. Em um cenário onde o público busca histórias reais com camadas profundas de interpretação, ver Crowe e Malek em um jogo de “gato e rato” psicológico é um convite irrecusável. Prepare o calendário, pois esse drama promete ser tão denso quanto impactante.


